Catorze anos depois o mais poderoso acelerador de partículas do mundo está pronto. E pretende desvendar alguns dos maiores enigmas da ciência.

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Com proporções e localização dignas dos mais terríveis vilões de James Bond, está finalmente concluído o maior quebra cabeças que o mundo já viu. A última peça sozinha pesava cem toneladas e teve que descer um poço de cem metros de profundidade para ser instalada.

É o ponto final na construção do detector de partículas múons, um dos quatro que se conectará ao colossal acelerador de partículas da European Organisation for Nuclear Research (CERN), que irá começar suas operações na metade deste ano entre a fronteira da França e a Suíça.

Fonte: TecnoCientista

O acelerador de partículas chamado de Grande Colisor de Hádrons (LHC) irá simular as mesmas condições que ocorreram logo após o Big Bang através da colisão de feixes de partículas próximas à velocidade da luz.

O LHC, um túnel circular com o perímetro de 27 quilômetros, deverá possibilitar aos cientistas um salto na ciência iniciada por Isaac Newton, de acordo com o CERN.

Alguns detalhes fundamentais que serão pesquisados ainda não são explicados pela ciência: Como as partículas possuem massa; a matéria-escura, que forma a maior parte do universo, mas nunca foi observada; a causa pela qual o universo possui mais matéria do que antimatéria; como funcionam os grávitons, partículas que permitem a existência da gravidade.

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Os primeiros prótons colidirão em breve, e os segredos de nosso Universo começarão a ser desvendados", afirmou o James Gillies, porta-voz do CERN. "Nós conhecemos cerca de quatro por cento do Universo. O LHC pode nos ensinar sobre os 96 por cento restantes, que os cosmologistas chamam de matéria escura."
Logo que o LHC começar a operar, deverá levar possivelmente um ano para que uma "nova física" apareça, disse ele.

Aproximadamente 10 mil cientistas de todo o globo trabalharam no projeto desde 1994, incluindo brasileiros.

Algo próximo de 38 mil toneladas de equipamentos irão resfriar para que o aparelho possa funcionar a 271º Celsius negativos. Assim os gigantescos magnetos passarão a operar como supercondutores. Para isso serão utilizadas muitas toneladas de nitrogênio e hélio no estado líquido.

"Isso realmente é mais frio que o espaço sideral. É uma tarefa muito grande", disse James. "É essencialmente como funciona uma geladeira, mas é extraordinariamente grande e a temperatura é incrivelmente fria."

Fonte: TecnoCientista