O presidente licenciado de Cuba, Fidel Castro, renunciou nesta terça ao cargo. Ele estava afastado há quase dois anos, por problemas de saúde.
De Washington, nos Estados Unidos, o correspondente Luís Fernando Silva Pinto mostra as repercussões dentro e fora de Cuba.
A mensagem de Fidel Castro começou a ser lida na manhã desta terça na televisão estatal cubana.
"Não quero e não aceitarei mais o cargo de presidente e de comandante das Forças Armadas. Quis cumprir o meu dever até o último suspiro, mas não tenho condições físicas de continuar com essa responsabilidade", disse Fidel no texto publicado no jornal do Partido Comunista, o Granma.
Fidel Castro deixa de liderar 11 milhões de cubanos, mas não se afasta do poder. No próximo domingo, a Assembléia Nacional em Havana deverá nomear Raúl Castro como o novo presidente.
O irmão mais novo de Fidel tem 76 anos, comanda o país interinamente desde 2006 e segue as ordens de Fidel desde que ambos eram revolucionários nas montanhas de Cuba.
Fidel continua sendo parlamentar. Provavelmente, será eleito no domingo como integrante do Conselho de Estado e não abriu mão do poderoso cargo de secretário do Partido Comunista.
Havana permaneceu calma durante todo o dia. Poucos se surpreenderam com a renúncia. Sabem que o estado de saúde do ditador é grave.